Alma menina,
mutilada, menosprezada,
desacreditada, só por ser mulher.
Alma mulher,
assediada,
que sobrevive às incertezas do medo,
dos dias, das ruas, das violências muitas
corpo espartilhado pelas feridas não ditas.
Alma que teme,
que caminha,
que batalha,
insiste e persiste na dureza do viver,
coração resiliente em corpo calejado.
Alma cíclica, filha da lua,
progressista e visionária do mundo
semeando possibilidades de um amanhã
Meninas, mulheres, minoradas,
silenciadas pelo peso do machismo,
pela misoginia que sufoca, pela ganância da posse.
Números subestimados de uma “guerra”
sem rivais.
Que tenta apagar luzes, vozes, histórias.
Mulheres de minh’alma,
almas indomáveis,
feitas da mesma matéria do mundo,
geradoras de vida, de força e de coragem
somos muitas,
somos infinitas,
somos chama que não se apaga.
* inspirado no livro "Mulheres de minha alma" de Isabel Allende
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