1 de novembro de 2012

Novembro


Em um dia como hoje,
Cheguei...
Para fazer parte da história de alguém,
Viver uma história,
Ser história para outrem...

Cheguei num final de tarde
Pontualmente, no horário do chá.
A tempo de ver o por do sol…
E contemplar o surgimento das primeiras estrelas da noite.

Os boêmios diriam que cheguei para festejar:
... final de expediente,
... antes do feriado,
... uma sexta-feira antecipada,
... início de um feriadão.

Toda chegada é motivo de alegria,
Mas cheguei com um pesar ocultado,
Imbuído da tristeza de um feriado anunciado,
Em que até o céu chora uma saudade.

Prefiro pensar que cheguei como turista,
Sem conhecer o lugar,
Sem compreender o idioma,
Querendo ver, descobrir;
Registrando cada novidade...

Um turista, a princípio, solitário;
Que, timidamente, foi se enturmando, arrumando companhia,
alguém para ajudar a ambientar...
Conheci pessoas e lugares, guardei muitas lembranças.

Cheguei, já faz um tempo.
Porém, há muito que, ainda, não conheço,
Não sei quando volto.
Mas, só o farei quando meu Pai mandar.
Afeiçoei-me à vida, fazer o quê!?

3 comentários:

Flávio Otávio Ferreira disse...

Também, quem não se afeiçoaria? Tanta beleza ao redor que eu peço que, apesar de breve, que seja de uma leveza insustentável que se prolongue nos anos, passando por todas as fases. Viver é aceitar a passagem do tempo e ter coragem de apreciar cada etapa. Feliz aniversário atrasado!

Paula Carneiro disse...

Amei....

Mauricio Kfoury disse...

Show... Fernanda! Como sempre, sensível, leve como uma brisa de esperança.