10 de novembro de 2024



Por vezes, sou tempestade

vento que bagunça os cabelos,
                desafia os planos,
                despe a calma.
Embaça o céu, apaga o azul,
água que atormenta,
mas também renova.

Sou tempestade
(por vezes)
beleza ou espanto —
depende do olhar.

Força da natureza,
impetuosa e livre,
que chega sem aviso,
convido ao desatino
e à dança sob os pingos.

Sei ser força,
posso ser abrigo,
sou eco da terra e do céu
e o silêncio após o trovão,
o frescor que renasce
nos corações que se abrem
à tempestuosidade do ser.

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