13 de novembro de 2024


Quero escrever
sobre a tecitura das coisas,
sobre o entrelaçar das cores,
o contorno das nuvens,
das flores múltiplas que, no silêncio, floreiam,
das belezas do caminhar e do caminho,
das trilhas, montanhas e serras.

Quero falar das pessoas
que habitam distante e perto,
dos gestos, dos rostos, dos modos de viver,
das lembranças próprias, emprestadas, inventadas,
do entrelaçar dos dedos, dos braços, dos abraços, e algo além—
perpetuar os instantes em fotografias palavras.

Quero escrever
sobre as dores que atravessam o mundo,
tudo o que toca e pulsa,
sussurrando que é preciso abrir os olhos
com a leveza do sentir,
para ver mais além do que se vê.
quero transladar até o que é intocável,
dar forma (palavra) ao que, por vezes,
parece, permanece não dito.



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