30 de outubro de 2025


Na dor
não há canto,
nem poesia.

há apenas
tristeza
e pranto.

não há versos,
nem palavras —
apenas ecos
de corações quebrantados.

lembranças
negativas: não, não, não —
isso, não —
na esperança do contradizer,
lágrimas.

lá fora,
o noticiário repete
nomes que se apagam.

mães reconhecem filhos
pelo tênis,
uma marca
pela roupa rasgada.

E pessoas
segue em silêncio —
talvez, porque na dor,
a esperança
também esmorece.


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