por vezes, acho que assim sou
quando tolhida
golpeada por descuido ou maldade
agredida em sua dignidade
mulher, menina, humana criatura
me ressinto,
me debilito,
vou murchando
em pleno dia, vida
na ausência, desamor
ser querida, desejada
falta ar, água
terra apropriada...
vou perdendo as folhas
cores, vontades, palavras.
quando cuidada, cultivada,
me revisto de viço
cresço, floresço
me reparto, espalho mais de mim
sombras, frutos, força...
me encanto
me encontro
tal qual uma planta
por vezes, acho que assim sou
repartir-me não me esmorece
mas, esgota-me, intensamente,
a solidão e o não amor.
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