26 de maio de 2022


à deriva

minh'alma desolada, prossegue
apática e sem inspiração,
​indagando-se perdida e insistentemente:

como se arranca do peito um sentimento?
que se faz doer em cada canto, poros, veias...

ao sabor da corrente, sigo
entre lufadas de esperança
e ventos de incerteza.

não há poesia na desilusão saudade intensa,
apenas lamentos e solidão.


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