a solidão e a solitude me rodeiam.
Na ausência de adultos,
portas trancadas por fora,
aprendi a ser minha própria companhia.
Ambígua sensação.
Liberdade para ver o que quisesse,
mas ninguém para comentar,
para apreciar.
Silêncio de gente.
Barulho de mundo.
Comia o que desse,
em qualquer canto,
a qualquer hora.
Compartilhava minha porção
com o gato que passava pela janela
ou com o cachorro que por ela me olhava.
Passava o dia guardando palavra.
No encontro, queria libertar todas elas.
Mas não dava.
Pessoas cansadas não são dadas à escuta.
As ausências foram fazendo morada...
Entre a solidão e a solitude,
permaneço.
A infância passa,
mas, por vezes,
parece que não sai da gente.
Compartilhava minha porção
com o gato que passava pela janela
ou com o cachorro que por ela me olhava.
Passava o dia guardando palavra.
No encontro, queria libertar todas elas.
Mas não dava.
Pessoas cansadas não são dadas à escuta.
As ausências foram fazendo morada...
Entre a solidão e a solitude,
permaneço.
A infância passa,
mas, por vezes,
parece que não sai da gente.